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segunda-feira, 20 de abril de 2026

FRAGMENTO: “O QUE NOS FAZEM AS DORES”

FRAGMENTO: “O QUE NOS FAZEM AS DORES” As dores, essas que não passam, essas que se instalam como raízes de ferro, fazem-nos mais do que sofrer: esculpem-nos. À flor da pele, elas ardem, mas no fundo das entranhas elas trabalham, como ferreiros invisíveis batendo no metal do que ainda não somos. Há dores que iluminam, há dores que cavalgam o corpo, há dores que nos arrastam para dentro como se fôssemos um poço sem fundo. E o fogo, esse fogo antigo, não é punição, é lembrança: lembrança de que algo em nós ainda quer arder. O desejo, esse animal sem nome, morde a corrente, puxa a pedra, repete o gesto impossível de Prometeu e Sísifo fundidos num único corpo cansado que insiste em não desistir. Porque no fim, o que as dores nos fazem não é ruína: é forma. é a poeira que luta para permanecer qualquer coisa mais do que poeira. PAR 2026

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Escrito, para ti, hoje…

 Homenagem àquilo que você é...


Você é uma estrela, brilhando no céu,

uma estrela, deslumbrando os olhos da noite.

Você é uma estrela, ardendo em paixão e fogo.

uma estrela, inspirando admiração e principalmente desejo.


Você é uma estrela, fonte de luz e calor,

uma estrela, como uma maravilha da física e da façanha.

Você é uma estrela, uma fusão de elementos e energia,

uma estrela, como uma criação de beleza e sinergia...


Uma estrela, um guia para viajantes e sonhadores.

Você é uma estrela, um amigo para solitários e buscadores,

uma estrela, como símbolo de esperança e fé.

Você é uma estrela, você é um presente da graça e do destino.


Uma estrela brilhante, e te admiro de longe.

Você é uma estrela e eu te amo por quem você é,

uma estrela, e continuo agradecendo pelo seu brilho.

Você é uma estrela e eu quero que você saiba.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Às Giras

No girar da roda.


eu amo coisas giras...
girafa, girassol, gira-discos.
amo coisas giras:
cata-ventos, piões, carrossel.
coisas giras...
canções, cantigas, amor.
giras
anas, mônicas, adrianas,
tatianas, márcias, rosas,
cláudias, catarinas...
gira-mundos.
pombas-giras.


PAR 2021




terça-feira, 6 de julho de 2021

Poema, de hoje, antes que o céu se feche...

Os Vulcões do Deserto


Os lábios da manhã!

Uma caverna húmida que cheira 

ao êxtase de uma rosa vermelha.

O céu brilha no deleite dos olhos rosados.

Escute, olhe, prove e nunca pare!


A noite estremece em gemidos congelados,

Assim, a eternidade anseia 

pela agonia da tristeza aveludada.

O oceano se banha no abandono do amor.

As magnólias nunca se esquecerão de nós!



PAR 06072021*

















*25 anos de um amor que me faz feliz!

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

27 de Agosto


Bom dia, meu amor!

 

O tempo é precioso, mas,

às vezes, desvanece na noite.

Enquanto aperto minhas mãos e agarro

teu coração que me queima a mente.

Porquê tiveste que ir?

Para sempre desta vida…


PAR 2020



(Chocolate, Camarão e Coca-cola)

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Abertura Majestosa com Tremores de Terra e Tocata e Fuga em Ré menor de Bach ao Fundo.


Esporádica era uma jovem, belíssima, que vivia no reino de Incerteza. Assíduo era um príncipe, solitário, que vivia no reino, vizinho, de Pontualidade. Solidária, a mãe, extremosa, de Assíduo, andava preocupada com ele. O rapaz já estava em idade de casar, mas, por alguma razão estranha, ainda não o fizera. Aliás, até ao momento nem sequer uma namorada tivera.
Transitório, o pai, dadivoso, de Esporádica, tinha para com a filha, as mesmas preocupações. Certo dia, Esporádica levou Galdéria, sua cadela, para passear no bosque entre os dois reinos. Encontrou-se, surpreendentemente, face a face, com Assíduo. Que por sua vez, andava naquelas paragens a passear seu próprio cão. Um Pitbull, bem manso, que atendia pelo nome de Paneleiro.
Os jovens sentaram-se para fumar Haxixe e obcecadamente tentar conversar. Enquanto isso, Paneleiro e Galdéria abanavam os rabos pelo bosque a fora… Faladraram durante algum tempo e, de vez em quando, paravam para lamber uma parte qualquer do pelo ou dar umas coçadelas e muitas outras coisas que se pode esperar que aconteça entre príncipes e princesas.
PAR

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Convite à Continuidade



(Convite à continuidade)


Ibi dem
ib vai
ib vem...
ibi scos ao luar
liláses,  amarelos, vermelhos também...
ib s renascente
pássaro do além...
ib op pergunta:
você ama a quem?
Ib idem
ib com
ib sem...

ad mo estado
ad strin gente
ad mi rável
e no renascimento
leonardo mandava sms para rafael
e Rafael respondia por e-mail
ad infinitum
primus inter pares
ars gratia artis
ab domem
ab ominem
ab andonem
a banda ou nado por você

ínfima efeméride efervescente
ufa
af unda
prof unda
melancia nab unda

E na bunda,nada?
muito pão de rabanada.
no rabo nada
no ra botudo
nocu bota
indígena botocudo
índio quer apito
mete tudo
e se não mete 
que metesse
que metesse
que me tece

Índio bom,me anoitece...

meia-noitece
amanhece-se
e antes à tarde
do que na nuca.

PAR* + Dante
  25.01.2015

*Esta é a minha versão de edição do nosso poema...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Brecha



Lambe as minhas sobrancelhas
Sussurra-me nas brenhas
que adentras, penetras
Balbucia pelas dobras
que preenches reentrâncias
mostra-me as dependuras
que guardas com substância
Passeia-me os dentes
nos epidídimos...

PAR - PT
15.01.15

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Açougueiros



pela manhã
com os caralhos em pé
tu de costas
eu de costas
eu gosto e tu gostas
pela manhã
indisfarçáveis tesões
tua boca toca
minha mão também
o que engoles de mim
o que tiro de ti com a língua
instrumentos afiados
espadas samurai
dois homens com fome
e carne muita carne
a nossa carne crua
sobre os lençóis...

PAR - PT
05.01.15

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Amor Tecido




Meu amor por que me dás essa dor
de distância tão sozinha e dura
por que me deixas à tua espera
em adoração lenta e insegura?

Meu amor, por que somes
quando mais te preciso
por loucuras que me consomem
entre o mundo dos mortos e o dos vivos?

Meu amor, por que me deixas
assim de pau duro sem teus orifícios
assim enrolado nos meus próprios vìcios
a respirar de memória teu acre perfume?

Meu amor, por que insistes em não vir
quando as folhas já caíram de tanto outono
quando não sei mais onde ir
quando o que me resta é o infinito do sono?

Meu amor, por que me fazes queimar
assim lentamente em teu lume
navegar perdido e sem mão no leme
mergulhar de cabeça na lama que geme?

Amor de verdade, não se teme.

PAR + Dante
29.12.2014

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Meia-volta Volta e Meia

Estive a pensar numa forma
e surgiu-me um círculo...

Circulei à sua volta
redondo como eu podia ser...

Sem arestas pra me podar
Apenas curva a tontear os pés...

lamber o chão
criar vínculos

e ao pensar numa forma
minha cabeça anda à roda

Roda de não saia, gira de não caia,
rabo de arraia que vira moda

te convido pruma festa
e o que resta, que se foda

em roda, à roda... por foda?
que seja boa mesmo que mal dada

mal dada? maldade...!
relaxa que tudo encaixa

e a volta e a roda e em volta
tudo anda outra vez à roda

rodopiei em rodamoinho
sozinho na roda da vida rodei

rodo pio giro cio meto tiro
no centro do alvo acerto um tiro

cai de joelhos um breve vazio 
delicadamente, sem pertencer a ninguém 

sem nitidez morre entre versos
com a boca seca de silêncios

Os vazios se revelam
Em obras póstumas...

páginas rasgadas, submersas
esquecidas, páginas viradas.

Letradas em pensamentos
Que o poeta engavetou...

Trancou, lacrou, 
Como corpos em tumba funda

beija, beija, beija rápido 
e fecha o caixão.


Criação do Coletivo Uni-Versos Poéticos.



http://www.linguafiada.com/2014/01/meia-volta-volta-e-meia.html

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

17 anos

Há momentos na vida em que tudo 
se move e flutua à nossa volta...

Esses momentos são 
o mais puro prazer...

Vivo um momento desses há 17 anos!!!


PAR NCR TRF PRT

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

... ?!? ...


...quando uma CHUVA

                                                      de EMOÇÕES



Desaba sobre a CIDADE

Só os mais CORAJOSOS não abrem


Os Guarda-chuvas...


...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Estes Dois


Geraldo e Símbolo

Vocês são a razão do meu eterno retorno.
Vocês alimentam minha vontade de seguir.
Vocês dão alento à minha escrita distraída...

Obrigado por estarem sempre aí e quererem ler.

Abraços!!! Beijos!!! Acima de Tudo Amor.

PAR - PT

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Saudades de um Grande Amigo

http://elencobrasileiro.blogspot.com/2010/01/luiz-macas.html

Luiz Maçãs





(Rio de Janeiro em 21/05/1963 - Rio de Janeiro em 27/07/1996).

Estreou como ator no início da década de 80 fazendo teatro e chegou ao cinema em 1986 participando do elenco jovem do filme “A Cor do Seu Destino”, estrelado por Guilherme Fontes.

No ano seguinte já estava na TV onde entre novelas, minisséries e seriados, realizou 10 trabalhos na sua curta carreira de ator. Trabalhou na TV Manchete, onde estreou na novela “Helena” vivendo o personagem Beraldo e depois foi para a TV Globo onde fez “Fera Radical”, “O Salvador da Pátria”, “Desejo”, “Riacho Doce”, “O Mapa da Mina” e seu último trabalho na TV, o Cadelão de “Engraçadinha, Seus Amores e Seus Pecados”. Outro papel de destaque foi o Armando Rosas de “A História de Ana Raio e Zé Trovão” na TV Manchete.

No cinema fez ainda “Lamarca”, “As Feras” e dias antes de falecer encerrou sua participação no longa “Tiradentes”, do diretor Osvaldo Caldeira.

Luiz Maçãs morreu, aos 32 anos, de causas não esclarecidas pela família. Sabe-se que o ator havia realizado um regime para perder mais de 20 quilos e estava com depressão.



Luiz foi um dos homens que mais amei em toda a minha vida!!!

FRAGMENTO: “O QUE NOS FAZEM AS DORES”

FRAGMENTO: “O QUE NOS FAZEM AS DORES” As dores, essas que não passam, essas que se instalam como raízes de ferro, fazem-nos mais do que so...