Tantos Outonos

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Quem Quiser Saber, Há de Perguntar...

domingo, 31 de janeiro de 2010

Say Ninety Nine and Kiss Me





















a todo o momento
retornam meus amores,
aqueles antigos;
e, então, pomo-nos
a revisar
perdidas noites anteriores
ou, ainda,
lânguidas dores, posteriores.

Paulo Ramos - Trofa - Portugal

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31.01.2010


























Passavam por mim odaliscas
e cáfilas e beduínos e caravanas
e eu, eunuco empedernido
fazia olhos de peixe-espada
e ateava fogo ao harém.

Paulo Ramos - Trofa - Portugal

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sábado, 30 de janeiro de 2010

30.01.2010




















... nem te peço
tanto assim
nem se quer
quero para mim
a boca semi-aberta
à espera
do perdão
para nenhum
pecado meu
a mão implora
solução
que arrefeça
estigmas
és coroa de espinhos
e eu não sei onde
deixei o meu
sagrado coração...

Paulo Ramos - Trofa - Portugal

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

29.01.2010

rodam os planetas
à volta de suas estrelas
ignoram seus nomes
ignoram seus tipos
ignoram as vontades humanas
não estão minimamente
preocupados com seus
tamanhos e classificações
humanas e burras
quer seja como planetas
ou outra nomenclatura
de tipo qualquer.

Paulo Ramos - Trofa - Portugal

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Amizades Surrealistas e Suas Conversas de Dar em Lugar nenhum!!!


Início da Sessão: terça-feira, 5 de Janeiro de 2010
(14:28) José: olá!
(14:28) Paulo: boa tarde Zé
(14:28) José: tudo bem, tas melhor?
(14:29) Paulo: nem por isso
muito catarro ainda.
(14:29) José: oh
(14:30) José: desejo-te as rápidas melhoras!
(14:30) Paulo: melhorará certamente.
Início da Sessão: quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010
(14:17) José: Olá Paulo!
(14:17) Paulo: olá
(14:17) José: tudo bem?
(14:18) Paulo: tudo normal
a curar-me.
(14:18) José: tas melhor?
(14:19) Paulo: vai melhorando.
(14:19) José: óptimo
Início da Sessão: terça-feira, 12 de Janeiro de 2010
(13:54) José: Olá
(13:55) Paulo: estás na rua, com este tempo?
cuidado para não te transformares num calipo
Início da Sessão: quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010
(13:55) José: Olá!
(14:00) Paulo alterou o estado para Online
(14:00) Paulo: olá Zé, tás bem?
(14:00) José: Sim, e tu?
(14:00) Paulo: normal
Início da Sessão: quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010
(13:36) José: Olá!
(13:37) Paulo: como estás José?
(13:38) José: Bem e tu?
(13:38) Paulo: normal
Início da Sessão: quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
(13:56) José: Olá Paulo!
(13:57) Paulo: José
(13:57) José: tudo bem?
(13:59) Paulo: tudo calmo e normal
sem chuva...
(13:59) Paulo: tempo estranho mas firme.
(14:00) Paulo: de resto e o resto é resto, como sempre.
(14:00) José: é verdade
Início da Sessão: segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010
(14:43) José: Olá
(14:43) Paulo: Maria!! Tás boa?
(14:43) José: ta tudo mais ou menos e contigo?
(14:44) Paulo: sempre bem
Início da Sessão: quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010
(14:42) José: Olá Paulo!
(14:43) Paulo: Dona Silvinha! Como vai a Senhora?
(14:43) José: lol
Vou bem e vc?
(14:43) Paulo: você deve estar óptimo, e Eu também estou!
(14:45) Paulo: você é você e Eu sou Eu, juntos já somos Nós e nós são difíceis de desfazer
(14:50) Paulo: calaste-te?
ficaste com o supositório atravessado?
(14:51) Paulo: falta-te o ar para respirar e por consequência as forças para escrever?
(14:52) Paulo: a Chuca correu-te mal... e agora escorre-te pelas pernas abaixo?
(14:52) José: lol
tu és que és tolo...
(14:53) Paulo: Eu é que sous toulo, pois sous, pois sous e sous e sereis sempres...
(14:56) Paulo: Gordo!!!
(14:57) José: lol


Nem André Breton e Salvador Dali, tê-lo-iam escrito tão bem...

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Outro Amigo Disse Assado



"Olá Paulo Ramos! Grande poeta! Saudades.
Quero desejar a você um 2010 muito especial.
Amizade, amor, prosperidade, alegrias estão,
com certeza, incluídos nesses meus votos...
Que você continue iluminado, criando sempre
novas "impressões" no imaginário poético de seus fãs
(eu me incluo aqui com convicção)...
Queria escrever algo especial por isso demorei até...
rsrsrrs
Mas estou me sentindo meio tôlo, pois não sei pintar
com palavras... Espero que considere esta minha
exposição como um gesto de sincera admiração.
Pronto! Fui expontâneo, nada mais.... Às vezes
isso acontece, mesmo sem termos bebido nada...
rsrsrs
Um ano dourado 2010!
Abraço do amigo."

Beijos, Humberto, Beijos Muitos, Sempre!!!

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28.01.2010


depois da chuva bom tempo
depois chuva outra vez
chuva e depois chuva e
mais e depois e outra vez
em queda telhado abaixo
em queda trio de cordas
há coisas que o tempo
não tira coisas que o tempo
atira por uma janela traseira
o tempo esquece muitas coisas
sob o pó das prateleiras...

Paulo Ramos - Trofa - Portugal

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

27.01.2010



a solidez não dura
e a sordidez é pura
ilusão da matéria
naturezas mortas
e paisagens e retratos
a escorrer pelas paredes
a embeber os rodapés
a cobrir película
a carne no chão
um grito parado no ar
castanholas atabaques xilofones
milhares de mulheres nuas
a flutuar sobre nossas cabeças
a chover sobre nós
nuvens carpideiras
tempestades tropicais
os clarins da banda militar
os homens giram
sobre seus eixos
e fazem piruetas
movem o ar
com seus saiotes de tule
meias de seda carmesim
as meninas amontoam
as cabeças das bonecas
e sentam-se na beira dos passeios
à espera do próximo autocarro

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

26.01.2010




















A fuga eterniza a desistência
leva com ela a existência
a fuga deixa - o peito - vazio
faz doer as pernas, os braços
faz secar a garganta...

Fugir não é a resposta
e a resposta não justifica
a fuga, as respostas estão
todas no fundo da escuridão
afogadas - fugidias - famintas...

Mentiras fulgurosas a cair
do céu como ovos estrelados.

Paulo Ramos - Trofa - Portugal

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Um Amigo me Disse Assim...





"Você mora ali, onde toda luz se dissemina em asa,
num largo de mar vestindo os ares; onde todo solo
é porto de espaços que repousam nas densas camadas
dos caminhos férteis. Você mora ali onde o aqui floresce
em toda parte e onde tempo algum nos diz que é tarde;
como um raio que transpassa duros descampados e
planta pensamentos que não se findam, pois se abre
numa pétala de estrela que exala acordes de universo.
Paulo, querido amigo, grato por tudo."


Obrigado, Carlos, Obrigado!!!

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

25.01.2010


Era uma vez sei lá o quê...
e depois foi mais
ou menos assim... assado...
e o resto já não me lembro...
mas tenho a quase certeza
que durou para sempre
enquanto foram felizes...

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domingo, 24 de janeiro de 2010

24.01.2010



Pedras de sal no sangue
dos rins, assim, como se
assim fosse precioso ser
recompensa adocicada e
verde, assim, como se já
não era possível assim ser.

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sábado, 23 de janeiro de 2010

23.01.2010


























Rio que seca na margem
de mãos a apalpar
escuridão em procura
mergulhada
daquilo que lhes mate
a sede ou faça dormir.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

22.01.2010


























A solidão alastra-se
até aos olhos
a solidão cria
uma fina camada
de neve sobre os olhos
e adormece
o fio do tempo
de letras tece
toda a poesia 
é puro vodu
é forma de cura
é forma dura
de impingir dor.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

21.01.2010


beijo-te, boa noite
dormes despregadamente
beijo-te, boa noite
dormes, sonhas, sei lá
cortas-me a respiração
beijo-te, boa noite
ouço-te dizer as coisas
que não dizes
quando dormes
sorriso à mostra
coração cortado ao meio
peito aberto em dor
flor perdida
à procura da cor

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

20.01.2010


Chegou à beira do abismo
e voltou a correr para casa...
Tinha vontade de mijar!
No mar, não! Nunca o faria no mar.
Anti-ecológico demais.

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

19.01.2010


Branca a tarde branca
com traços de magenta
tão clara a tarde tão branca
com traços de chuva e magnólias
e um cheiro branco a alecrim
um claro traço de horizonte
branca a tarde branca vertical
clara vertigem assim de pétalas
a tarde abraça o branco que tarda
nos lábios das flores
a tarde envolve seus brancos
e flores e traços em seus braços
a tarde desfaz-se em pontos
e magentas decompõe os dramas
do dia dilui o branco da água.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

18.01.2010


Quererei agora o que nunca quis antes
os livros no chão e o pó nas estantes
os barcos no mar e o mar nas encostas
as pedras no ar e o eco dos gestos...

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domingo, 17 de janeiro de 2010

17.01.2010














O deserto está no fundo dos olhos
de quem não vê... as fibras ópticas
oscilam, clarividentes, entre as
escalas de cores que cobrem
os arcos das íris.

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sábado, 16 de janeiro de 2010

16.01.2010


























A coragem, a bem dizer
é uma membrana permeável
entre o profundo desejo de ficar
e o iminente momento de partir.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

15.01.2010


Orbito o corpo arbitrário
como um satélite eclipsado
movo-me, lento, no espaço
desfaço-me em meteoritos
precipito-me estrela
no magma frigorífico
do umbigo do universo.

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

14.01.2010


nado sincronizado

alma deserta
ecos de sonhos
gravuras antigas
ira das aves
laços de fita

nada a declarar

pedaços de pele
ruas perdidas
tambores ao fundo
vitória absoluta

zero à esquerda

bocas pintadas
desenhos de luz
famílias sem fim
horas a fio
janelas abertas
máquinas avariadas
objectos translúcidos

questões sem resposta

sábados de aleluia
unânimes opiniões
xícaras de chá...

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

13.01.2010


Um Dínamo Fotossintético
Um Precipício Afectivo
Um Anjo Incendiário

Peixe Piromaníaco

Uma Avantesma Poliglota
Um Contrabaixo Anódino
Um Eunuco Cataléptico

Eu Meramente Megafónico

...

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

12.01.2010















Pé ante pé, seguir, pelo caminho,
subterrâneo labirinto, onde está
o demônio dos olhos cheios de
nada, à espera dos que vêm...

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

11.01.2010



















As paredes de vidro permitem
o vislumbre do que será possível
querer-se encontrar quando
quando, por ventura, se esteja
a olhar do outro lado...

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domingo, 10 de janeiro de 2010

10.01.2010


Habita em nós um ser sem cor
que se move nas veias tortas
que faz feixe dos nervos e
quase nos faz implodir.

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sábado, 9 de janeiro de 2010

09.01.2010



O nada é só um momento
um salto do alto de nós mesmos
um leque de tantas possibilidades
como grãos de areia ao sabor do vento...

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

08.01.2010



















A Morte é a companheira certa de todos
até ao fim... e eu faço questão de chegar
vivo até ao dia de morrer.
Com esta sede que não cede e não abre
espaço ao ar que passa, nem permite ao
líquido que sólido fique.

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Aquilo que Comentei hoje...

Sinto-me mais feito
dos Berros de Deus
e de Suas Birras, de
Suas Idéias Burras
e dos Faróis que Me
afastam da Barra,
sou mesmo é Barco
à Deriva e Roncos na
Barriga, e Cheiro
à Borra do Café de
Deus, mas de Seu
Barro é que Eu não sou...

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07.01.2010


Aporto em ti como um barco
parto reverso em teu corpo tão perto
parca lembrança horizonte perdido.
E esse aperto no peito
leite derramado leito desfeito
um eco que chega tardio ao ouvido
atordoado e mal-digerido.
Lava tudo abala o chão
porta aberta, suor e vulcão.

Paulo Ramos - Trofa - Portugal

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

06.01.2010



Tenho medo de temer-te
e tremo só de lembrar
do abalo que provocas,
sísmica insónia de adormecer-te.

Paulo Ramos - Trofa - Portugal

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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

05.01.2010


















O desvelo idiossincrático
que a ave devota aos ovos
é comparável, somente,
à fome que assola
três quartos do planeta.

Paulo Ramos - Trofa - Portugal

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

04.01.2010


Generosidade é não esperar
retorno do que foi dado.
É ir para muito longe
e nunca sentir ponta de saudade.

Paulo Ramos - Trofa - Portugal

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domingo, 3 de janeiro de 2010

03.01.2010




















A boca pende entre
o alpendre e o crepúsculo.
A boca indolente
sem medos, sem dentes...
a remoer mesuras.
A boca em silêncio é
um cadáver espúrio.

Paulo Ramos - Trofa - Portugal

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sábado, 2 de janeiro de 2010

02.01.2010


Um corpo que não é meu
Um corpo que não é teu
Deixou-se de medos
Deixou-se de culpas
Tornou-se corpo de luta...

Paulo Ramos - Trofa - Portugal

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

01.01.2010

























A todo o momento
retornam-me os amores,
aqueles antigos;
Pomo-nos a revisar
milênios de noites anteriores
e lânguidas dores posteriores.

Paulo Ramos - Trofa - Portugal

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