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quinta-feira, 16 de junho de 2016
Turva Tarde
A tarde parda,
pombos, pardais.
A tarde perde-se
em gritos, perdões.
A tarde urde dramas.
Trama seus tiros
e pessoas morrem
aqui, na Bahia, na Flórida.
A tarde trava vontades,
limita desejos.
A tarde é uma puta do
caralho que a foda...
A tarde chove e move
nuvens no céu
de areia.
A tarde prova
do sangue de todos.
A tarde é sempre
tarde demais.
PAR 2016
sexta-feira, 10 de junho de 2011
10 de Junho
É sem qualquer orgulho que acuso a passagem de mais um:
Dia de Portugal, de Camões e
das Comunidades Portuguesas,
celebrado a 10 de Junho, é o dia em que se assinala
a morte de Luís Vaz de Camões em 1580,
e também um feriado nacional de Portugal.
Durante o regime ditatorial do Estado Novo
de 1933 até à Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974,
era celebrado como o Dia da Raça:
a raça portuguesa ou os portugueses.
Tenham todos (menos os políticos) um óptimo feriado!!!
domingo, 27 de março de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
180763
..."Aproveitamos, então, para descer pela beira que contorna o quarto círculo. Lá vi mais almas que em todos os círculos precedentes. Estavam organizadas em dois grupos que se enfrentavam, com os peitos nus, rolando grandes pesos em sentidos contrários até colidirem uns com os outros. Após o choque um grupo gritava “por que poupas?”. O outro gritava “por que gastas?”. Depois do choque seguiam em sentido contrário até se encontrarem novamente, do outro lado do círculo. E assim continuavam por toda a eternidade. Com o coração pungido de desgosto, perguntei: — Mestre, quem são essas pessoas? Eram padres essas almas que vejo aqui do lado, com corte de cabelos em cercilha? — Todos — respondeu o mestre —, em sua vida terrena, não foram judiciosos com seus gastos. Isto declaram, quando se encontram nas suas culpas opostas. Esses de coroa pelada são clérigos, papas e cardeais, nos quais a avareza se manifesta mais facilmente. — Mestre — falei — em um grupo como este certamente serei capaz de reconhecer alguém. — É inútil a tua esperança. — respondeu o mestre — Sua vida sem conhecimento os tornou imundos e agora é mais difícil reconhecê-los. Eternamente se enfrentarão, aqueles de punho cerrado e aqueles outros sem cabelos. Mal dar e mal guardar os tirou do mundo, colocando-os nessa rinha. Mas não vale a pena mais falar deles. Vês, filho, como de nada adianta os homens brigarem pela fortuna? Pois todo o ouro que está ou já esteve sob a Lua não comprará um minuto sequer de descanso para essas almas cansadas. — Mestre meu — disse eu — me dize o que é a Fortuna de que agora falas? Como é que ela é, essa que guarda todas as riquezas do mundo em suas mãos?"...
de A Divina Comédia - O Inferno de Dante Alighieri
180763
... "Recuaram esses como puderam, Há ali mortos, há ali mortos, repetiam, como se os próximos a morrer fossem eles, em um segundo o átrio voltou a ser o remoinho furioso dos piores momentos, depois a massa humana desviou-se num impulso súbito e desesperado para a ala esquerda, levando tudo à sua frente, desfeita a resistência dos contaminados, muitos que já tinham deixado de o ser, outros que, correndo como loucos, tentavam ainda escapar à negra fatalidade. Em vão corriam. Um após outro, todos foram cegando, com os olhos de repente afogados na hedionda maré branca que inundava os corredores, as camaratas, o espaço inteiro. Lá fora, no átrio, na cerca, arrastavam-se os cegos desamparados, doridos de golpes uns, pisados outros, eram sobretudo os anciãos, as mulheres e as crianças de sempre, seres em geral ainda ou já com poucas defesas, milagre foi não terem saído disto muitos mais mortos para enterrar. Pelo chão, espalhados, além de alguns sapatos que perderam os pés, há sacos, malas, cestos, a derradeira riqueza de cada um, agora para sempre perdida, quem vier aos achados dirá que o que lá leva é seu."...
de Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
frases quotidianas da invicta cidade do Porto...
..." cala-te
que já não te posso sentir
o cheiro"...
que já não te posso sentir
o cheiro"...
(de uma mulher dos seus 50 anos para um homem
que seria seu marido, em meio à multidão da rua
de Santa Catarina e em tom baixo às 14:45 h ...)
que seria seu marido, em meio à multidão da rua
de Santa Catarina e em tom baixo às 14:45 h ...)
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
frases quotidianas da invicta cidade do Porto...
..."Sou puta com a cona emprestada
da tua mãe, aquela grande vaca"...
(de uma rapariga dos seus 17 anos para uma outra
não muito mais velha, em meio à multidão da rua
de Santa Catarina e a plenos pulmões às 11:15 h ...)
...
...
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Biologia Misteriosa
Os Teixeira dos Santos são organismos que vivem em associação com outros aos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro, um processo conhecido por Teixeirassantismo. Todas as doenças financeiras e económicas são causadas por seres considerados, em última análise, Teixeira dos Santos. O efeito de um Teixeira dos Santos no hospedeiro pode ser mínimo, sem lhe afectar as funções vitais, como no caso dos piolhos, até poder causar a sua morte, como muitos vírus e bactérias patogénicas. Neste caso extremo, o Teixeira dos Santos normalmente morre com o seu hospedeiro, mas em muitos casos, o Teixeira dos Santos pode ter-se clonado e disseminado os seus descendentes, que podem ter infestado outros hospedeiros, perpetuando assim a espécie.
Algumas espécies são Teixeira dos Santos apenas durante uma fase do seu ciclo de vida: o cuco, por exemplo, é Teixeira dos Santos de outra ave apenas na fase de ovo e juvenil, enquanto que os adultos têm vida independente. As adaptações ao Teixeirassantismo são assombrosas - desde a transformação das probóscides num aparelho de sucção, até à redução ou mesmo desaparecimento de praticamente todos os órgãos, com excepção dos órgãos da alimentação e os reprodutores, como acontece com as ténias e lombrigas. Alguns são de tal forma modificados que se torna difícil associá-los a espécies afins que têm vida livre, como acontece com muitos políticos (por exemplo, o presidente da república).
PAR - PT
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
A perdição do amor em Camilo*
Haverá, nos dias de hoje, amor tão forte e tão devastador que faria alguém padecer por ele??? Eu, cá por mim, não tive a sorte de o encontrar e, muito provavelmente, a maior parte das pessoas que me lêem. É trágico o romance de Camilo Castelo Branco. Escrito no século passado, fez suspirar e ansiar muitos corações, por um amor tão arrasador e deprimente. Gostarão as pessoas de sofrer??? Temos todos de apreciar uma boa tragédia literária, em meio a tantos BigBrother e Novelas Globais... Se não for sofrido, o romance, não presta??? Uma heroína que morre num convento, sorte da Jade e suas pulseiras de pedras coloridas que só tem que obedecer às obrigações de uma mulher muçulmana, um herói que morre em alto mar, sem a chance de um Clone para substituí-lo, doente e angustiado...e para arrematar há o suicídio (merecido, diga-se de passagem) da única personagem feminina no enredo que faria do nosso Camilo dar provas de alguma sanidade terrena. Mas será, isto, possível??? Por mais que lamente desiludir os coraçõezinhos mais Celine Diónicos ou Laura Pausínicos, ninguém morre por amor. A dor de uma desilusão pode e deve, acima de tudo, fortalecer nosso espírito. Por falar em Literatura, quanto à importância dada pelos nossos “kridos” “profes” de língua (que delícia) e literatura dão a esta obra...resta pedir-lhes que a ênfase esteja centrada na qualidade da língua e não na sua forma de utilização dramática para uma história catastrófica e sem esperanças... Mas, que dizer mais, de uma autor que para dar um jeito à própria vida, não soube fazer melhor escolha que o suicídio??? Que bom!!!
P.S. : Há de arder no mármore do inferno eternamente!!!!
*pensamentos após mais uma leitura de Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
O Sexo dos Anjos
Gostos não se discutem, muito menos os maus gostos, ainda menos os desgostos... Para quê discutir à volta do mundo, se estes ou aqueles têm mais ou menos razão, na defesa de seus pontos de vista? As razões, obviamente, serão sempre atribuídas àqueles que interessem como parceiros (sócio – económico – políticos). Há actos de terrorismo e actos piores, como gerar e parir uma criança. Trazer uma criança para este mundo, há de ser uma das melhores formas de confirmar as dogmáticas afirmações da Família, da Religião e do Estado. Ter um filho é como comprar artefactos bélicos de segunda mão, já que, como estes, além de não justificarem o dinheiro aplicado, nunca se sabe quando, nem como, vão explodir! Isso sem falar que o acto de parir é uma demonstração, óbvia, de ódio pelo resto da humanidade que, sem ter qualquer culpa, terá que aturar suas birras, gritos e falta de respeito, sem poder fazer ou dizer NADA, nem à criança nem aos pais, uns porque são auto-suficientes demais para dar atenção e outros por serem demasiado estúpidos para tomar atitudes. O vice-versa, aqui, é verdadeiro e indiscutível. Parir é, o mais violento, inesperado e destruidor, acto de terrorismo que se pode praticar!
Essas pequenas bombas-relógio que nos cercam, onde quer que estejamos, com suas brincadeiras (inocentes?!) são o resultado da má administração política e religiosa do mundo contemporâneo. São os mini-cofres de todos os anseios, medos, cinismo e pecados de seus pais, avós, bisavós etc. Não se pede que não nasçam, pede-se que quem os fez nascer, tenha a decência e inteligência suficientes para educá-los, alimentá-los e fazer deles adultos que não queiram cometer o mesmo erro de seus pais, que é simplesmente ter tido filhos. Aqui está uma forma sensacional de convencê-los: quando seu filho chegar aos trinta anos, apresente-lhe uma factura detalhada, com vinte e três por cento de IVA, de todos os gastos que teve com ele, desde a concepção até o dia de seu trigésimo aniversário. Tranquilize-o, dizendo que pode pagar em suaves prestações bonificadas, durante os trinta anos seguintes. Se depois disto, seus filhos ainda quiserem dar-lhe netos (essas coisas fofas!), interne-o ou deserde-o, ou, ainda melhor, dê-lhe um tiro no focinho, afinal o seu dinheiro foi muito mal empregado na criação de um estúpido renitente como ele. Peça-lhe a devolução, sumária, de todos os beijos de boa noite, desperdiçados, antes de matá-lo.
PAR - PT
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Antrax
Antrax
A N T R A X
onde está o meu...
antrax?
ainda não tomei
minha dosezinha
de ANTRAX
...
H O J E
...
Onde está o meu?
Ainda não?
Hoje!!!
PAR - PT
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Perdendo os três...
Há que perguntar ao grande público, num arremedo de levantamento estatístico, elo mais fraco, sob os auspícios de Paulo Portas e no âmbito da administração dos quadros superiores da Universidade Moderna, quem afinal vem a ser Peter Greenaway? Ou David Lynch? Ou ainda David Cronenberg?
Se acharmos que facilita, podemos dar-lhes a escolher entre três hipóteses: a – Artistas Plásticos b – Realizadores c – Não são políticos nem futebolistas portugueses.
A nível estatístico, pode-se esperar uma esmagadora escolha da terceira alternativa, já que para o público português é a mais possível e menos arriscada!
Por um lado, por que as Artes Plásticas são uma coisa que lhes escapa ao domínio (culpa da escola e não deles!).
Por outro, realizadores não são importantes, pelo menos não tanto quanto o Van Damme, o Stallone ou o Schwarzenneger, e apesar dos nomes não serem muito diferentes dos nomes dos futebolistas que neste jardim atlântico actuam, só o caso da última opção começar por um “não”, já se apresenta como boa alternativa para afagar o infinito e encastrado negativismo lusitano.
Desta maneira: “O cozinheiro, o ladrão, a mulher dele e o amante dela” podem por sua domingueiras roupas de “Veludo Azul” e irem todos pela auto-estrada a 360 km/h até que um “Crash” resolva o assunto.
P.S.: Aguardamos ansiosamente os resultados e o novo filme de um tal de Pedro Almodóvar.
P.S.2: Queremos também ver a sequela: “Harry Potter e a pedra fundamental de Alvalade”.
PAR - PT
Pénis Pânico
Nosso velho amigo Pénis não é mais o signo de poder patriarcal, tampouco continua a ser o sonho da semiótica da descentralização, que, seja lá como for, diluiu-se na ideologia do Falo; nosso velho amigo é, agora, pós moderno e faz-se o signo emblemático da doença, decadência e desperdício. Estamos a atirá-lo à fogueira, a caminho do fim do mundo. E já não era sem tempo! Pois que em todas as novas tecnologias sexuais, que contemporaneamente fazem possível um sexo sem secreções (telefones, Internet, D.V.D., engenharia genética), em todas estas tecnologias, o Pénis, tanto como apêndice ou como ideologia, perdeu sua força – já não come ninguém – tornando-se uma imagem residual. Sobretudo na visão dos requisitos de nossas sociedades temáticas. Previsível?! O corpo masculino tem sido, sempre, objecto privilegiado e efectivo da colonização psicanalítica bifurcada: a psicanálise do receptivo, pelo princípio do não reconhecimento, onde o espelho partido reflecte o jovem burguês em substituição á ilusão da unidade substancial, fornecido por um fictício, abstracto Ego, como identidade concreta; depois ao nível do social, onde a ideologia interpela indivíduos como sujeitos. Pode isto dever-se a que a Pós-Modernidade seja uma sedimentação da subjectividade, ou seja, a constituição do ser masculino como uma sobre imagem da problematização moral do prazer e dos procedimentos confessionais.
Agora, que já fomos além dos momentos primordiais do sexo, além do sexo enquanto natural e enquanto discurso. Que vamos em direcção ao sexo enquanto fascinação, sempre que este seja sexo despreocupado, de descarga. Um sexo paródia, que vai além da sexualidade psicanalítica e do poder do excesso; que passa dos “cuidados pessoais” ao “frenesi”, que passa do “buscar prazer” ao “problema moral” do sujeito em relação ao seu comportamento sexual e a escorregar para um quê de tosco e decadente. Não nostálgico por uma estética da existência do hoje ou por uma hermenêutica do desejo. (Estes estão ultrapassados!!! E quem se preocupa com isso???) Sexo paródia na sua expedição de uma “desregrada” recusa de actividade. Sem a coerência do sujeito ético (que nunca motivou ninguém, excepto numa imitação do momento da morte psicológica ou filosófica), mas, com a excitação até ao nível tóxico, numa alegoria sumptuosa da perda e do excesso orgástico. Um sexo não produtivo. Um sexo cada vez mais improdutivo, sem secreções, como lugar da morte da sedução, como algo que faz do próprio sexo algo de aceitável na condição pós-moderna.
PAR - PT
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
eSSeS eSSeS
Então, aSSim
a vida faz-Se
de eSSeS...
90% SofrimentoS
o reSto é Sexo,
Sono e Sopas,
SaladaS Sem Sal...
PAR - PT
sábado, 18 de dezembro de 2010
Terceira rocha a partir do sol
Os homens têm-se matado, uns aos outros, indiscriminadamente. Atiram-se, uns aos outros, como feras conscientes, com fome e sede de sangue e vingança. Os homens pensam, todos, que todos devem pensar como eles. Os homens dizem que querem a paz e armam-se até aos dentes. Os homens esquecem-se que cada homem tem o direito de sê-lo, de se pensar, de se fazer homem. O dom de pensar tornou-se um castigo. A fé metamorfoseou-se em ira, a ira fez-se certeza. Os homens estão esquecidos que as correntes que os prendem às suas liberdades, fazem-nos perder a noção do todo. Os homens estão esquecidos de sua capacidade de pensar. São os piores predadores pois matam e não comem. O poder independe da fama. Os homens não têm mais tempo de se sentar e falar uns com os outros, respeitar o pensamento dos outros. Os homens devoram-se uns aos outros, destroçam-se mutuamente. Os homens matam, basicamente, os homens matam. Matam o semelhante, o diferente, o concordante, o divergente, o dissidente, o revolucionário e o estagnado... Os homens matam, isto é o mais deprimente. Os homens falham, erram, dão à luz e enterram. Os homens dizem que não é agora a hora do encontro, o tempo do retorno. Os homens fizeram do espaço um trágico cenário, desfizeram a cena, compuseram, desfizeram. Os homens mataram a lady e a madre, queimaram a bruxa, queimaram a santa, desfiguraram a cena em trágico cenário. Os homens retornam, adornam, discursam. Périplo do reptos, escamas de répteis ou diáfanos voláteis, os homens não têm valor, não têm vapor, não têm amor... O fogo não de mede ao grama, a rede não define a trama, mesmo a chama não faz barro da lama, o sexo não cabe na cama!? O melhor leite, nem sempre, se mama... O fruto é mais doce se está perdido na rama. Os homens devoram, depois vomitam e lambem à volta. Perdem as chaves e não batem à porta, batem a porta. Os homens emitem, os homens imitam, os homens disparam, abatem e matam. Os homens arbitram como os abutres, choram como os chacais, os homens sonham em ser racionais. Os homens criaram as leis e os desvios, as regras e os desvarios, não os mares, mas sim, os navios, as velas e os pavios. Os homens têm cores, dão flores, os homens são nada, os homens são nada além de homens. Os homens criaram o tempo, criaram as horas que, agora, já não eram pedaços de tempo, pilares de um templo. Um dia há de vir em que as horas não saberão medir o tempo. As horas não serão mais que migalhas. Quem disse que agora não era a hora, nem ficou nem foi-se embora.
PAR - PT
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Estaremos, nós, mudados, tanto assim?
Por mais de vinte séculos, filósofos e viajantes (e esta é uma palavra de duplo sentido) registaram supostos e factuais compêndios de criaturas fantásticas, vistas, algures para lá das fronteiras de seus civilizados impérios: Unicórnios, Dragões, Quimeras, Gigantes e Ciclopes; ou ainda figuras andróginas com cabeleiras grotescas e acções simiescas.
A tradição romanesca, iniciada com as narrativas de Alexandre e suas viagens ao oriente, tornou-se uma inspiração para histórias de fabulosas violações das formas “naturais” e influenciou os enciclopedistas e teólogos até à Renascença. As imagens do fabuloso no oriente e as do Diabo no ocidente, usaram, frequentemente, a mesma linguagem, e, muitas vezes, tomaram de empréstimo umas às outras, umas tantas descrições e figuras específicas. Viajantes (hei-los de volta!) Jesuítas (sob efeitos do cânhamo, certamente!) do séc. XVII, na Índia, descreveram por exemplo: “como nos lascivos submundos dos sátiros, Pã e Príapo, na Grécia e Roma...” – os demónios e malefícios dos espíritos da natureza em consórcio com os nativos, os quais, eles próprios, aparecem como bizarros híbridos antropomórficos. Esta tropical concepção do estrangeiro – estranho – alien – monstruoso enfim, é o pecaminoso papista que codifica as energias que não se permitia expressar de uma forma mais directa.
Os continentes novos para os europeus “civilizados”, como África, América e Ásia (paraísos naturais, Budas, Camas Sutras e Carnavais) figuram como libidinosamente erotizados.
Os relatos dos viajantes (aviões, barcos, carros e drogas mais ou menos pesadas) com suas visões da sexualidade de terras remotas, onde, como contam as lendas e relatos foto vídeo registados, há homens com pénis gigantescos e mulheres que se deitam com animais, nesta nossa nova era Vitoriana, fazem dos continentes “terceiro mundo não desenvolvido sem Euros ou Dólares para gastar em viagens físicas ou lisérgicas” os Porno Trópicos de uma imaginação Judaico Cristã Europeia, lanternas mágicas de mentes sobre as quais se projectam seus medos e desejos sexuais reprimidos.
PAR - PT
PAR - PT
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Controladores Espanhois
Parabéns aos Controladores de Voo dos Aeroportos
da Espanha pela bem sucedida greve que fizeram.
É mesmo isso que é preciso, trabalhadores com a
coragem e a visão certas, que estejam dispostos a
fazer o que é suposto fazer para alcançar objectivos,
se é uma greve, que seja feita, se vai atrapalhar a vida
das pessoas é bom pois pode ser que lhes abra os olhos
para o que se passa à volta delas, e se o governo ficou
atrapalhado, o objectivo foi alcançado, pois desde que
me conheço por pessoa com capacidade de pensar que
acredito que uma greve, além de não ter que ser avisada,
ou autorizada, tem de, por princípio, atrapalhar o governo
ou então deixa de cumprir seu papel de ameaça e luta,
para passar a ser um acordo de cavalheiros e acordos de
cavalheiros são muito bons apenas na hora de escolher
o mictório nas casas de banho públicas ou entre gentalha
politicamente correcta que vende sua alma e votos.
PAR - PT
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Amarelo
Da Série:
Qual Presidente da China afirmou a Disposição de
"impulsionar a parceria estratégica"
"impulsionar a parceria estratégica"
entre China e Brasil e Estar disposto a tomar medidas concretas para ajudar Portugal
a ultrapassar a crise financeira global... se Calhar pela abertura de mais Shoppings
de Lojas Chinesas em Aldeias dos dois Países Lusófonos...
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Carlos Alberto Riccelli 03 de Julho de 1946 (Feliz Aniversário) É um actor e director brasileiro . É casado com a também atriz e p...


















