quarta-feira, 23 de março de 2011

This Is The New Shit


Everything has been said before
There's nothing left to say anymore
When it's all the same
You can ask for it by name

Babble babble bitch bitch
Rebel rebel party party
Sex sex sex and don't forget the "violence"
Blah blah blah got your lovey-dovey sad-and-lonely
Stick your STUPID SLOGAN in:
Everybody sing along.
Babble babble bitch bitch
Rebel rebel party party
Sex sex sex and don't forget the "violence"
Blah blah blah got your lovey-dovey sad-and-lonely
Stick your STUPID SLOGAN in:
Everybody sing along,
Are you motherfuckers ready
For the new shit?
Stand up and admit,
tomorrow's never coming.
This is the new shit.
Stand up and admit.
Do we get it? No.
Do we want it? Yeah.
This is the new shit,
Stand up and admit.

Babble babble bitch bitch
Rebel rebel party party
Sex sex sex and don't forget the "violence"
Blah blah blah got your lovey-dovey sad-and-lonely
Stick your STUPID SLOGAN in:
Everybody sing along.
Everything has been said before
There's nothing left to say anymore
When it's all the same
You can ask for it by name,
Are you motherfuckers ready
For the new shit?
Stand up and admit,
tomorrow's never coming.
This is the new shit.
Stand up and admit.
Do we get it? No.
Do we want it? Yeah.
This is the new shit,
Stand up and admit.

And now it's "you know who"
I got the "you know what"
I stick it "you know where"
You know why, you don't care.
And now it's "you know who"
I got the "you know what"
I stick it "you know where"
You know why, you don't care.

Babble babble bitch bitch
Rebel rebel party party
Sex sex sex and don't forget the "violence"
Blah blah blah got your lovey-dovey sad-and-lonely
Stick your STUPID SLOGAN in:
Everybody sing along,

Are you motherfuckers ready
For the new shit?
Stand up and admit,
tomorrow's never coming.
This is the new shit.
Stand up and admit.
Do we get it? No.
Do we want it? Yeah.
This is the new shit,
Stand up and admit.

So,
LET US ENTERTAIN YOU
LET US ENTERTAIN YOU...
Blah blah blah blah everybody sing along. 



Gosto Muito de Marilyn Manson

23.03.11



avistar ao longe
objetos voadores
muito bem identificados
aviões de companhias
de baixo custo
papagaios de papel
moscas gaivotas
arco-íris de gelatina
ao longe indefinidos
luminosos
os cabos das vassouras
os rabos dos gatos
sapatos de saltos altos
leques moinhos ventoinhas
ao longe elétricos
relâmpagos
silêncios inesperados
no vermelho das folhas
nos riscos das íris
nas artérias entupidas
da cidade aos nossos pés.


PAR - PT

terça-feira, 22 de março de 2011

Cor de Rosa

Se não gostas de cor de rosa,esta não é uma página pra ti...
Como se o cor de rosa tivesse alguma coisa a ver com o meu tipo de POESIA!!!
Se não gostas do tema da HOMOSSEXUALIDADE, o problema é teu e não meu!!!
Por isso peço que: se tens vontade de ler, leias! Se não tens vai dar uma volta...pela net!
A poesia aqui inserida deriva de anos de auto estima e desenvolvimento do meu SER.
A poesia aqui inserida foi escrita para o homem que eu amo.
A poesia aqui inserida pode ou não servir pra ti ou pro homem que amas.
Isto é que o importante da poesia aqui inserida: é POESIA!
Ficarei muito contente se a leres e a usares pra ser uma ponte entre ti e alguém...
Ficarei muito contente...sempre, sempre, sempre!!!
Ficarei à espera que a minha poesia seja a tua, a do teu homem, a nossa.
Ficarei muito contente...
Por mim, pelo meu homem, pela minha poesia, por ti, pelo teu homem, pela nossa poesia
e principalmente pela nossa sexualidade, que neste momento de POÉTICA não tem nada.
Beijos, para: TODOS!!!

PAR - PT



22.03.11



abrupta constatação
do vazio na palma
da mão
as cores do destino
a esmaecer nas
linhas entre-cruzadas
palmas apupos
palmas de santa Rita
ininterrupta oração
por hábito
por negro que faz
contorno ao branco
que o olho entorna
o peito do pinguim
a língua da girafa
o bico do ornitorrinco
nuvens a cobrir
a visão onírica
com que sonha a cegonha?
coleção de colibris
de asas partidas
o eme do teu medo
desenhado na palma
da mão!


PAR - PT

Lama


Uma Máscara nem Sempre é uma Pessoa

PAR - PT

Maravilha


O Artista enquanto Arremedo de Elke

PAR - PT

PÓS-EGO


Auto-análise 
Artistico-desconstrutiva 
de Anteontem sobre mim 
depois de Amanhã!!!

PAR - PT

segunda-feira, 21 de março de 2011

21.03.11



Lembro 
Lamber
Lindo
Lombo
Lenta
Língua
Lassos
Lábios
Lembro
Loucas
Luzes
Limpas
Letras
Lembro
Lavar
louças
Lodo
Lama
Lembro
Lutar
Largar
Lembrar


PAR - PT

domingo, 20 de março de 2011

20.03.11



não me dás chances
de evitar qualquer
olhar que me lances
deixas-me andar
à nora contra
o sentido da hora
e quando me vou
embora cansado
da tua demora
chamas-me nomes
que desconheço
nos quais tropeço
dois passos atrás
contra o vento que traz
no sopro nuances de anis
anêmonas e teus quadris.


PAR - PT

sábado, 19 de março de 2011

19.03.11



a burrice
aborrece
como as borras
do café
como o barro
colado ao pé
criança que
embirra
e berra
maré que baixa
e descobre
a barra
varrendo as rochas
revolvendo algas
esbarrando no mar
abarrotado
de conchas...


PAR - PT

sexta-feira, 18 de março de 2011

18.03.11



árvore
ar devore
devorar
devo orar
desarvorar
um
desaire
que devore o ar
ar voraz
que árvore
devora
hora após hora
a árvore
que houver
e arar o chão
orar o pão
desarmar a mão!


PAR - PT

Moeda


O pansexual e o assexuado
moram 
cada um numa porta
ao lado...

PAR - PT

quinta-feira, 17 de março de 2011

17.03.11



tu já sabias do meu ciúme
e do ódio que nutria por quem
se pusesse ao pé de ti
o desprezo que dedicava
a quem por ventura 
nadasse em teus olhos
tu já sabias que eu era capaz
de rasgar todas as fotografias
da casa para depois
de misturados os bocados
poder sentar-me
e construir quebra-cabeças
de emoções
desnecessárias
compulsórias
inadmissíveis
tomar banho distraidamente
lavar bem atrás das orelhas
atrás dos joelhos
correr os dedos cheios
de sabão nas dobras
atrás das bolas...


PAR - PT

quarta-feira, 16 de março de 2011

Buraco Negro

Nada sei sobre Deus, mas Portugal, 
com certeza, emergiu 
de uma caganeira do Diabo...

PAR - PT


Lembrar Excelentes Gentes


O Desaparecido Kaplan - Sempre Bem Vindo - Robinson en Ithaca

Lembrar Excelentes Gentes


O Sempre Professor - Sempre Bem Vindo - Sempre Geraldo Poeta

Lembrar Excelentes Gentes


O Sempre O Símbolo - Sempre Bem Vindo - O Símbolo Sempre

Lembrar Excelentes Gentes


O Sempre Buriol - Sempre Bem Vindo - Sempre no Sótão

Lembrar Excelentes Gentes


A Sempre LOBA - Sempre Bem Vinda - Jack Vestida de Loba 

16.03.11



estendo-te a mão
levantas-te e cais
entendo-te o não
levantas-te e sais
prendo-te o cão
afastas-te e mais
e vais cada vez
mais cada vez a
mais e cais sem
mão sem cão ou
não levantas-te
e não sabes se
ficas ou se vais...


PAR - PT

As Montadeiras

pergunto-me:
"com a falta de espaço
que há nos tempos de
hoje em dia, aonde é
que estas todas deixaram
ficar os cavalos?"

PAR - PT


DETESTO...Essas Modas...DETESTO
...




terça-feira, 15 de março de 2011

15.03.11


sob o signo de seu turno

as gentinhas
quando vão
ao Senhor Doutor
vestem-se com
suas cores
mais sofridas
pode-se
inclusive ouvir
os tecidos a rasgar
sob o peso da dor
que pretendem
sentir...
e todos sentem
muito!!!

PAR - PT

segunda-feira, 14 de março de 2011

14.03.11



não espero ética
profética
ou ação estética
que venha 
de uma qualquer
puta caquética
esquelética
anorética
raquítica
aguardo expectante
sentado na primeira
fila de convidados
para assistir
emocionado
seu fim doloroso
sua morte 
lenta
suculenta
nojenta
para poder
aplaudir de pé
vaiar de pé
e depois 
calmamente
voltar para casa
e ler um bom livro.


PAR - PT

domingo, 13 de março de 2011

13.03.11


caem os corpos
decepcionados
do alto da torre
jazem atônitos
aos pés do anjo
cego
caem
caem
caem
nada
lhes pára as quedas
e caem...

PAR - PT

sábado, 12 de março de 2011

12.03.11


abalos sísmicos
balas perdidas
tremores de pavor
artefatos interplanetários
cosmonautas microscópicos
centrais nucleares
sangue que goteja
sangue que goteja
borbotões
...
reticências.

PAR - PT

sexta-feira, 11 de março de 2011

Fernando Pessoa - Eros e Psiquê


O Poema de Pessoa Favorito na Voz Sensacional de Maria Bethânia...

11.03.11



antúrios noturnos
que choram
diademas na
noite proscrita
confundem as asas
dos quirópteros
com carinhos
de olvido
no vapor dos
vidros
das janelas
rodar moínho
nas águas
perplexas
e o gelo recobre
a derme encolhe
recolhe partículas
do pó dos olhos
dos escaravelhos
adormecidos
nas lápides
dos cemitérios
silêncios agudos
a rasgar o cerne
das relíquias!


PAR - PT

quinta-feira, 10 de março de 2011

10.03.11



escrita esquecida
nunca lida
abandonada
ao sabor das marés
poesia cavada na areia
ouvidos surdos
onde ecoa a sereia e
as labaredas lambem
o labirinto lentamente
fogo suicida que
dispara sobre si mesmo
que se consome e chama
os nomes que tua
lembrança elegera
para presentear
com a amnésia
memória apologética
de impertinentes pseudópodos
sonhava que era perseguido
e corria sem sair
do lugar
e ao desviar o olhar
já não havia alguém
para tocar e fugir.


PAR - PT

quarta-feira, 9 de março de 2011

09.03.11



Sobre a Eternidade das Paixões


acordar todos os dias
ancorado ao corpo
do homem que amo
ser porto que inseguro
abraça o barco
ficar sempre ancorado
por um minuto além
do que se possa...


PAR - PT

terça-feira, 8 de março de 2011

08.03.11


rogo-te a praga
de um dia
tua pele vazia
sentir nas camadas
adiposas da emoção
o calafrio
o arrepio
o alívio
do fogo que corta
faca amolada
um fogo que derreta
o frio do olhar
com que maltratas
as solas
dos meus pés.

PAR - PT

segunda-feira, 7 de março de 2011

07.03.11


O sol penetrou pelas esquadrias alumínicas da sala de espera e sorrateiro tocou a pele da menina.
Talvez por estranheza ou despreparo ela mexeu-se, incômoda,
abafava-se no calor da sala de espera.
Em dicotômica espera, a esperar para eliminar, era preciso eliminar a possibilidade de esperar e para isso há que desenvolver uma paciência halterofilística...
Em pé na calçada, fumando uma hora de espera, e ele demorava, talvez nem viesse, quem dera ele nem existisse, talvez...
Ele era impaciente, de carinhos telegráficos, frases de telegrama, a barba arranahva o pescoço, ele afoito em cima a arfar pesado, mãos grandes e fortes, ela ficava segura e violentada em seus braços, ele a tinha toda, possuía-a rápido como tivesse medo de morrer antes do fim.
Entrou no consultório, deitou-se exame, sangue e urina... esperou três dias por um resultado... positivo... positivo... pensou em tirar, pensou em pensar.
Esperou a cabeça para de rodar, esperou o corpo arredondar, esperou o tempo passar.
As dores vieram dilatadas, deixaram passar e foram-se...
Esperou mamar, esperou que todos saíssem, esperou a queda livre terminar... não esperou muito pela escuridão.
Sobre a mesa, só, um bilhete esperava alguém chegar:
"Pai, cuide, o melhor que puder, do nosso filho...
Um beijo
Tua filha"

PAR - PT

domingo, 6 de março de 2011

06.03.11


alimenta-me aquilo
que em ti não se pode comer
porque pouco ou venenoso
sei lá... tipo salada
de agrião
lobo que alimenta matilha
lobo que passa a fome
da matilha
um lobo simplesmente
um lobo
aninhado no lado oculto da lua
num uivo que amplifica
o brilho das estrelas!

PAR - PT

sábado, 5 de março de 2011

05.02.11



as meninas dos meus olhos
flutuavam absortas
na tona do mar ciano
plumbeo
película cristalina
do olhar coralino
- Betty Davis' Eyes -
piramidal esfíngico
as pupilas dos meus olhos
saíram para passear
e levaram
as papilas da minha
lembrança com elas
um sal de memórias
gustativas
um beber o mar íntimo
inteiro
azul verde cinzento
maré vermelha
humor aquoso
pássaro negro a adejar
procelas
a lacrimejar 
areias praias penas


PAR - PT 

sexta-feira, 4 de março de 2011

Moacyr Scliar

23 de Março de 1937 a 27 de Fevereiro de 2011


é com imensa tristeza que me despeço,
aqui, de um dos meus escritores favoritos...

04.03.11


há um brilho
borboleta
nos olhos dele
de que nunca
esquecerei
daquele que se ouve
ao longe
mesmo quando não está
mas reverbera
nos lábios
qual ciclone
talharim aos quatro queijos
com sálvia
há uma brisa
oceano
nos cabelos dele
que não me deixa
dormir
passa a noite toda
a sussurrar-me
aos ouvidos

PAR - PT

quinta-feira, 3 de março de 2011

03.03.11


houve aves
nos meus tempos
de criança
que se ouvia
gaios poupas piscos
carriças toutinegras
pintassilgos
pintarroxos
lembro-me deles
no quintal
enquanto mastigava
tudo que me vinha
às mãos
couves flores joaninhas
havia aves
a voar
sobre a minha cabeça
quando era
mais pequeno
pêgas cucos corvos
andorinhas
rouxinóis
estou muito mais
velho agora
e as aves parecem
ter-se cansado
ter-se calado
há tantos outonos.

PAR - PT

quarta-feira, 2 de março de 2011

02.03.11


tropecei tantas vezes
nas nuvens
que o chão não parece
tão duro
que deixou de ser
difícil enumerar
cada tijolo do muro
tropecei tantas vezes
que o céu parece
cada vez mais azul
e o norte se faz
mais e mais sul
tão longe
tropecei tantas vezes
em mim mesmo
que agora tenho
muito melhor noção
do todo...

PAR - PT

terça-feira, 1 de março de 2011

01.03.11


começo a gostar
de ser arrastado
pelo vento
de rodar maravilhado
no olho do furacão
de poder tirar
os pés do chão
começo a ter
lembranças de voo
de quando era
pequeno e saltava
amedrontado
do segundo
degrau da escada
do terceiro degrau
e assim por diante
de um ponto
cada vez mais distante
como um ser estranho
escafandrista espacial
mergulhado no vácuo
da minha adrenalina
começo a gostar
novamente
de experimentar
o voo rumo ao sol
com minhas asas
de plumas e cêra
no turbilhão
nos silvos
na ausência de silêncios
que o vento me traz...
que o vento me leva.

PAR - PT

FRAGMENTO: “O QUE NOS FAZEM AS DORES”

FRAGMENTO: “O QUE NOS FAZEM AS DORES” As dores, essas que não passam, essas que se instalam como raízes de ferro, fazem-nos mais do que so...