quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

02.02.11



tenho andado
afrontado
de vazio
um tão absoluto 
vazio
que me preenche
os espaços
entre os poros
o vazio que 
escorre em minha
testa
e eu sou invadido
por este vazio
como se
caminhasse
nas nuvens
e semeasse
os raios
às vezes
afronto-me tanto
que é como
se tivesse
a tempestade
a morar-me
no estômago
como se em
meu âmago
os trovões 
ecoassem
nas cavernas
do coração
e apetece-me 
chorar o
Rio Amazonas
sinto como se
fosse parir
os Himalaias
pela boca
ando farto
de estar cheio
do vácuo indefinível
ando tão tanto
que sinto as
ondas de rádio a
perfurar-me a pele.


PAR - PT

2 comentários:

Geraldo disse...

Escolhi este, mas sou fã de tudo o que escreves...fascínio.

Paulo Ramos disse...

Obrigado!!!

Santa Poesia