sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

07.01.11







porcas passam em procissão
e nozes passas avelãs
relâmpagos estouram
nas funduras dos anéis
das tesouras de podar
gânglios linfáticos
tossem ao longe
os canários corujas carriças
ouvem-se os chouriços
no mar a chiar
abrir e fechar e abrir
treliças Abril esquadrias
anemia profunda
menopausa de silêncios
minutos de eternidade
no bolso dos casacos
esquecidos em armários
da primeira moradia
janelas abertas abertas
abertas abertas abertas.


PAR - PT

1 comentário:

Marcos Burian (Buriol) disse...

A estiagem cá está, abram as janelas, de frente para o mar, para o mar.

Santa Poesia