quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Cegueira Protocolar Intuitiva

Plutão está lá, mas tu não vês, Neptuno também, 
Urano também…etc. E não é só por que não vês 
que não está lá, como o plâncton e as algas 
microscópicas, como os vírus que matam sem que se
veja, os vírus estão lá, mesmo que não os estejas a ver. 
O maior de todos os medos, é ver escorrer entre 
os dedos, o último dos nossos medos.
Ninguém vê a quimera, não se toca o sonho, 
que mesmo que ninguém veja estará sempre lá… 
Como uma verdadeira esfinge que observa, incólume, 
a queda do teu sonho sobre os ombros das estátuas, 
teu sonho transformado em dejectos de pombos, 
teus sonhos… Cravos vermelhos aos pés das estátuas 
de santos nenhuns. Houve reis, houve rainhas e cabeças 
a rolar, princípios e fins… e ouro no corpo de 
Montezuma, ouro nas jóias da coroa, ouro na pele 
dos deuses e nas bolsas dos sacerdotes. 
O ouro que não se vê, mas que está lá no fundo 
das minas, à espera que os homens transformem as 
montanhas em crateras.


















PAR - PT

1 comentário:

Marcos Burian (Buriol) disse...

Maldito seja(m) o(s) medo(s), que tanto corrompe(m) nossas vidas e envenenam nossos sonhos...

Santa Poesia